20 de março de 2008

Meu maior sonho



Fonte da foto


Às vezes quando olho para o passado – como neste momento – vejo o quanto a vida é limitada e ao mesmo tempo infinita. Limitada em sua forma, e infinita em seus frutos. As marcas em minha face já mostram que o tempo castigou-me, deu-me a armadura das rugas, onde, lá no fundo, escondo o meu passado, escondo-me em meus sonhos perdido e dados por este mesmo tempo que me assalta os dias cotidianamente.

Vejo em casa que não estou sozinho, que ao lado dela tive tudo que sempre sonhei, tudo que sempre sonhamos os dois, juntos. Corpos diferentes, almas únicas. Vejo os meus próximos dando-me um ‘adeus’ eterno, e não me preocupo com esta armadura flácida, mas com os cavaleiros mortos na batalha da existência. Isto me dói.

Alguns verbos a intensidade me fez sentir: ter, sonhar, lutar, buscar, correr, descansar, sorrir, brincar, exaltar, chorar, mimar, remar, pescar, ‘aLuar’, amar, existir. E no verbo ‘existir’, quando escrevendo estas Linhas, lembro-me do tempo de Universidade, do saudoso professor Escorel, quando, ao responder-me um pergunta (o que é a vida?), dizia ter uma teoria. Lembro-me um pouco das suas palavras: “nós não vivemos, nós existimos. Vivemos momentos. Momentos de felicidade, momentos de tristeza. Nenhuma sensação, destas, é eterna, elas são passageiras, assim como a vida."

Ao lembrar de tudo isto aqui desta varanda, vejo que nada valeria a pena se meu sangue, neste exato momento, não estivesse a minha frente brincando com seu sangue. Nisto vejo que sou eterno, pois saber que ali sempre estarei me conforta no descanso eterno da existência.

1 Comentários:

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10/04/2008 05:42  

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